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Dr. Pascoal Mocumbi |
A agenda prevê não só questões científicas que têm dificultado se encontrar uma vacina nos testes clínicos como questões éticas, legais, econômicas e políticas e inclusive a estratégia que deverá ser adotada no caso de encontrar uma vacina.
Cerca de 230 cientistas vindos da África mas igualmente de países europeus e dos EUA darão sua contribuição na avaliação do estado atual dos testes clínicos. O Fórum se preocupa em entregar aos próprios africanos a responsabilidade e o controle pelas pesquisas, embora isso não elimine a participação estrangeira e o apoio de dotações de organizações internacionais.
Embora diversos países africanos participem do programa de vacinas, Moçambique, um dos países mais afetados e vulneráveis, ainda não participa com voluntários nos testes clínicos.
A presença de um representante moçambicano não foi confirmada, pois o dr. Pascoal Mocumbi, que participa do programa afro-europeu, a Plataforma de Cooperação Afro-européia para Pesquisas Clínicas, não pôde comparecer.
Mas de Amsterdã, onde trabalha atualmente, Mocumbi afirmou que a Aids é o maior desafio que o mundo enfrenta e que muitas forças estão reunidas em busca de uma vacina preventiva.
Segundo ele, diversas equipes participam do desenvolvimento de uma vacina e têm a experiência dos primeiros tempos da descoberta do vírus. Nenhum país - diz ele - por mais desenvolvido poderá realizar sozinho todo o trabalho de pesquisa por uma vacina. De onde a origem da empresa Global HIV Vaccine Enterprise.
Importante decisão, acrescenta Mocumbi, é a de que os cientistas africanos entenderam que o continente não pode se conformar em continuar sendo apenas o palco do ensaio de produtos desenvolvidos por outros, mas deve participar de todo o projeto de pesquisa.
Ora, Mocumbi afirma que os parceiros internacionais reconhecem a importância da participação Africana, por isso estão sendo criadas plataformas clínicas africanas pela plataforma afro-europeia, cujas experiências são consideradas equivalente aos do padrão mundial.
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