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Especial: Cores do Brasil

Produção e reportagem: Patrícia Moribe

19-03-2003

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Índio Ataíde, Brasilândia 2002

Pense em Brasil e diga uma cor. Provavelmente verde, se você pensou em matas e florestas. Ou azul - dos céus e dos mares. E se a atenção voltar-se para pássaros e plantas, as cores não bastam. E cinza? Pois é a cor da fumaça gerada pelas queimadas que ameaçam as matas e florestas do país. A rádio Nederland esteve na Amazônia e no Pantanal para pincelar um retrato atual dessas duas áreas tão distintas e tão ricas em fauna e flora. Tão multicoloridas e tão ameaçadas pelas queimadas e desflorestamento. Os assuntos abordados também foram diversos: as principais ameaças, desenvolvimento sustentável, economia, diversidade cultural, índios, grandes e pequenas iniciativas, música...

A seguir, os programas especiais que resultaram dessa aventura de descoberta.

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A luta dos Ofaié-xavante
Apenas 16 pessoas ainda falam a língua dos ofaié-xavante, hoje estabelecidos no Mato Grosso do Sul. Eles chegaram a ser dados como oficialmente extintos e continuam uma árdua luta pela sobrevivência.

No começo do século passado, Rondon estimou o número dos ofaié em cerca de dois mil. Em 1940, eram apenas 250. E foram oficialmente declarados extintos na década de 70. Até serem "redescobertos" por uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, em 1976. Hoje restam 60 indígenas. Os problemas dos ofaié são os de todos os índios brasileiros: uma história de exploração, expulsões, doenças, descaso oficial e luta pela retomada das terras tradicionais. A seguir, um retrato dos ofaié-xavante, com entrevistas com o missionário Carlos Alberto Dutra e os ofaié Xerritã (Ataíde Francisco Rodrigues) e o jovem Juraci.